Tech info – Dicas para segurança em atividades verticais – Conexões Cinto Para quedista

Tech info 001/18                    Elaboração: João Marcelo Ribeiro Saraiva Cavalcante               

  Fonte: ABNT/NBR 16.489 e HSE (Health and safety Executive)

 

Conexão Dorsal ou Peitoral: Vantagens e desvantagens dos elementos de engate de retenção de queda de um cinturão tipo paraquedista.

Conexão Dorsal

Conexão Peitoral

SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS
 

 

 

Enquanto o usuário está trabalhando:

A vantagem de um elemento de engate dorsal é que o sistema de retenção de queda (por exemplo, talabarte de segurança) está fora do caminho, atrás do usuário e, portanto, causa interferência mínima com o trabalho que está sendo executado. O usuário não consegue enxergar e tem difícil acesso ao elemento de engate, o que dificulta a verificação da conexão segura do sistema ao cinturão;

 

Se comparado ao elemento de engate peitoral, é mais difícil para o usuário ajustar o sistema de

segurança de forma a minimizar o fator de queda.

 

 

 

 

Enquanto o usuário está trabalhando:

é mais fácil para o usuário identificar uma folga no sistema de segurança (por exemplo, talabarte de segurança) e assim controlar seu fator de queda;

 

É fácil para o usuário verificar se as conexões entre o cinturão e o sistema de segurança estão corretas.

Uma desvantagem de um elemento de engate peitoral é que o sistema de segurança pode às vezes entrar no caminho do trabalho que está sendo executado.
SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No caso de uma queda:

Existe mínimo efeito de chicote para trás no usuário quando a queda é retida. A cabeça do usuário

é empurrada para frente e é parada pelo queixo batendo no tórax;

 

Existe um balanço menor;

 

Com o cinturão corretamente  ajustado, o conector do sistema de segurança, conectado no elemento de engate, dificilmente atinge a cabeça do usuário.

Existe um balanço maior em uma queda de ponta cabeça;

 

Existe a possibilidade, em uma queda de pé ou de ponta cabeça, do usuário bater a cabeça contra

a estrutura;

 

Durante a retenção de uma queda, se o cinturão não estiver corretamente ajustado, o elemento

de engate dorsal e um possível conector fixo a este podem bater contra a parte de trás da cabeça do usuário;

 

em uma queda de ponta cabeça, o sistema de segurança (por exemplo, talabarte de segurança)

e os conectores podem bater na parte traseira da cabeça do usuário e poder haver significativa hiperextensão do pescoço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No caso de uma queda:

Em uma queda de ponta cabeça, quando da retenção da queda o movimento inicial da cabeça do usuário provavelmente será para frente de forma que o queixo baterá no peito, deste modo minimizando o efeito de chicote no pescoço;

 

Existe a possibilidade de o usuário poder agarrar o talabarte de segurança no início ou durante a queda, deste modo reduzindo a rotação do corpo e assim reduzindo a probabilidade de chicote no pescoço.

Em uma queda de pé sempre existie um balanço da cabeça para trás com a probabilidade de causar um chicote (hiperextensão do pescoço) e também a possibilidade bater a parte de trás da

cabeça contra a estrutura;

 

O sistema de segurança e seu conector podem colidir fortemente contra a frente da cabeça do usuário, durante a retenção da queda.

SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS
 

 

 

Suspensão pós queda:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Suspensão pós queda:

Se o usuário ficar suspenso por um elemento de engate dorsal, sua cabeça é mantida para frente, que tem a vantagem de que se o usuário estiver inconsciente dificilmente corre o risco de se sufocar com a própria língua. As vias aérea do usuário podem ser bloqueadas pelo efeito da cabeça apoiar-se sobre o tórax;

 

quanto mais vertical for a posição do usuário, maior será a pressão no lado interno da coxa e/ou a

área da virilha exercida pelas fitas das pernas, o que pode resultar em considerável desconforto.

Uma posição menos vertical pode minimizar este desconforto. Também pode causar a restrição

dos vasos sanguíneos nas pernas que, juntamente com o ângulo íngreme e a ausência da capacidade

do usuário de se mover, estimula a retenção venosa que pode levar ao início da intolerância

a suspensão;

 

Fica difícil para conectar um estribo (pedal) no elemento de engate dorsal, junto ao sistema de

segurança, para apoiar os pés. Existe a alternativa de se conectar o estribo (pedal) diretamente

no cinturão, na altura da cintura.

 

 

 

 

Suspensão pós queda:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A suspensão pelo elemento de engate peitoral é normalmente mais confortável que a suspensão por um elemento de engate dorsal;

 

Fica fácil para conectar um estribo (pedal) no elemento de engate peitoral junto ao sistema de segurança, para apoiar os pés.

Se o usuário estiver inconsciente, sua cabeça pode cair para trás correndo o risco de se sufocar com a própria língua.
SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS SITUAÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resgate:

Depois da queda, o usuário é retido, normalmente, em uma posição quase vertical que em um resgate vertical em um espaço estreito (por exemplo, espaço confinado ou guarda-corpo de

escada) fica mais fácil de se executar;

 

É fácil para um resgatista executar a recuperação de uma vítima em descida.

 

Depois da queda, o usuário é retido, normalmente, em uma posição quase vertical que torna  muito difícil para o usuário executar um autorresgate se estiver suspenso livre (isto é, afastado

da estrutura) devido a dificuldade de se iniciar um balanço a fim de alcançar a estrutura;

 

É difícil, se não impossível, para o usuário alcançar o sistema de segurança no elemento de

engate dorsal a fim de prender os dispositivos de autorresgate.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resgate:

É bom para o auto-resgate por que: é fácil para o usuário começar um balanço tentando voltar a estrutura;

 

É fácil para o usuário conectar  componentes de autorresgate no sistema de segurança;

 

É fácil a visualização da vítima por um resgatador vindo de cima.

Um resgate vertical em espaço estreito (por exemplo, espaço confinado ou guarda-corpo de escada) fica mais difícil de se executar, devido a posição de suspensão geralmente ser menos vertical.
 

Sobre o autor: JOÃO MARCELO RIBEIRO SARAIVA é Profissional em Acesso por cordas (alpinismo Industrial) com Certificação ABENDI, Especialista em resgate vertical avançado, Especialista internacional em sistemas de ancoragens, Supervisor de trabalho em altura N2 pelo sistema Task College, Técnico em Segurança do Trabalho com experiência em projetos onshore e offshore, Bombeiro industrial civil, Instrutor de treinamentos de NR 35 e NR 33, Instrutor de Resgate vertical e Montanhista esportivo a mais de 20 anos. É desenvolvedor do sistema Horus de gerenciamento de NR 35, Consultor técnico da Horus Soluções Verticais, criador do nó Borboleta Sergipana com 3 e 4 alças e de outros sistemas para atividades verticais.

 

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